Os transplantes mais realizados no mundo são os de medula óssea, rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas. Podem ser também utilizados intestinos, córneas, pele, osso, válvulas cardíacas e tendões. Atualmente, equipes médicas internacionais têm tido sucesso no transplante de rostos e membros como mãos e pernas.
Pacientes com insuficiência renal podem se submeter ao procedimento como uma alternativa à diálise. Além disso, a doação pode ser feita por um doador vivo, já que cada indivíduo tem dois rins, e a retirada de um não acarreta mudanças significativas no organismo. A cirurgia envolve o enxerto do órgão, conexão dos vasos sanguíneos e do trato urinário do receptor.
O transplante de fígado é a única opção para indivíduos cujo órgão deixa de funcionar. Em alguns casos, é possível enxertar apenas parte (entre 20% a 60%) do fígado retirado de um doador vivo. Essa prática é mais comum quando o receptor é um bebê ou uma criança. Pela capacidade de regeneração do órgão, casos bem sucedidos mostram recuperação de até 90% do volume normal do fígado.
Procedimentos envolvendo o coração são indicados para pacientes que apresentam doenças cardíacas graves e não podem ser tratados com medicamentos ou outras cirurgias. Em casos em que uma doença pulmonar provocou lesão cardíaca, o transplante de ambos os órgãos é realizado de forma combinada. O pulmão pode ser de um doador vivo (apenas um lado) ou falecido (os dois lados). Com o objetivo de prevenir mais complicações decorrentes do diabetes, o transplante de pâncreas é realizado.
Inicialmente realizado para o tratamento da leucemia, e outras doenças do sangue, o transplante de medula óssea atualmente beneficia pacientes com outros tipos de câncer que se submetem a quimioterapias e radioterapias. Desta maneira, o líquido da medula é retirado antes do tratamento e posteriormente injetado no corpo para a recuperação. A medula óssea também pode ser obtida de um doador vivo compatível.
Principais doenças relacionadas
- Alcoolismo (transplante de fígado em pacientes que estão abstêmios há meses)
- Cardiopatias (transplante de coração)
- Cirrose (transplante de fígado)
- Complicações por diabetes (transplante de rim e transplante de pâncreas)
- Diabetes (transplante de pâncreas)
- Doença arterial coronária (transplante de coração)
- Doença cardíaca coronária (transplante de coração)
- Doença de Chagas (transplante de coração)
- Doença hepática (transplante de fígado)
- Doenças pulmonares (transplante de pulmão)
- Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
- Fibrose cística (transplante de fígado)
- Hepatite C (transplante de fígado)
- Insuficiência renal (transplante de rim)
- Leucemia (transplante de medula óssea)
- Linfoma Hodgkin (transplante de medula óssea)
- Linfoma não-Hodgkin (transplante de medula óssea)
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