A maioria dos transplantes é realizada com a utilização de órgãos de indivíduos que morreram recentemente, embora em alguns casos o material possa ser retirado de um doador vivo – o que oferece um risco bem menor ao receptor. Contudo, nem sempre é possível encontrar um doador vivo e nem todos os órgãos do corpo podem ser retirados.
Além disso, uma questão importante é o risco de rejeição. Isso ocorre quando o sistema imunológico do receptor, responsável por combater as ameaças externas (bactérias, vírus, células cancerosas, por exemplo), não reconhece o novo tecido e passa a produzir anticorpos contra ele. Essa reação do organismo acaba causando a destruição do órgão transplantado e, em casos extremos, pode levar à morte.
Para evitar a rejeição, o transplante é realizado apenas após a verificação de compatibilidade de sangue e antígenos, ou seja, das moléculas do corpo capazes de iniciar a resposta imune. Quanto maior a compatibilidade dos antígenos do doador e do receptor, mais altas são as chances de o procedimento ser bem sucedido.
Mesmo que a compatibilidade seja alta, os tecidos são rejeitados. Por esse motivo, os pacientes devem se submeter a medicamentos imunossupressores permanentemente na maioria dos casos. Transplantes autólogos não oferecem risco de rejeição já que o código genético do material é o mesmo.
Chances de sucesso
O sucesso depende de inúmeros fatores como: o tipo de órgão a ser transplantado, causa da doença, condições de saúde do paciente, características do doador e sua compatibilidade com o receptor. Existem pessoas que fizeram transplante de órgãos há mais de 25 anos, tiveram filhos e levam hoje uma vida ativa e normal.
Riscos
Como qualquer outra cirurgia, o transplante apresenta riscos, pois representa tratamento complexo e prolongado. Entre as possíveis complicações estão rejeição e infecção, que variam de acordo com o órgão transplantado. O transplante requer uma grande compreensão por parte dos pacientes, principalmente pela necessidade de acompanhamento médico periódico; por outro lado, oferece uma condição de vida altamente compensadora.
Transplante de órgãos entre pessoas que não possuem parentesco
Foi instituído o Comitê de Avaliação para Transplantes Intervivos Não Relacionados. Esta iniciativa, inovadora em nosso meio, serve para demonstrar a transparência no Programa Integrado de Transplantes de Órgãos Einstein, bem como fortalecer a segurança do paciente, conforme fluxo de encaminhamento abaixo:
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